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May 02, 2022

Charlotte Adigéry & Bolis Pupul | Artistas do mês de Maio

Apropriação cultural. Misoginia e racismo. A vaidade das redes sociais. Pós-colonialismo e politicamente correcto. Todos estes são temas de conversa que raramente são discutidos nos dancefloors.  Charlotte Adigéry  e  Bolis Pupul  não têm medo de sair dos trilhos batidos. A dupla de Ghent lançou o seu álbum de estreia “Topical Dancer” em Março na editora francesa Because Music. Eles são os nossos artistas do mês de Maio!

Génesis

Charlotte e Bolis conheceram-se enquanto gravavam Belgica, a banda sonora de um filme fictício do Soulwax com 15 bandas imaginárias. Inicialmente influenciados pela liberdade subversiva de bandas punk como os Slits, a sua música também recorre às suas experiências quotidianas, desde a primeira canção que fizeram juntos no label Deewee. “Charlotte tocou-me uma gravação de um tipo num parque de estacionamento em Bruxelas a tentar meter-se com ela, fazendo-lhe perguntas como: ‘Tens namorado? Ele é preto ou branco? Ah, ele é branco, por isso deves gostar do dinheiro…?”, diz Bolis. “Depois ligámos o sintetizador e isso tornou-se a nossa primeira faixa que se chama ‘Senegal Seduction’, na qual lidamos com este tipo de tópicos”.

A sua estreia EP Zandoli explora em parte o que significa ser uma mulher de ascendência caribenha a crescer na Bélgica.

Genèse

Topical Dancer

No seu álbum de estreia, “Topical Dancer“. O duo gosta de contar histórias que raramente são contadas na cena electrónica: pegam na temperatura ambiente e traduzem-na em misturas lúdicas de sintetizadores – nunca didácticas e sempre com um piscar de olhos. Esta obra é “um vislumbre de como percepcionamos a cultura popular da década de 2020”. O álbum capta a essência da colaboração musical entre Charlotte e Bolis e reflecte as conversas que tiveram ao longo dos últimos dois anos em digressão, ao mesmo tempo que revela a sua perspectiva como belgas de origem imigrante, Charlotte de origem guadeloupeana e franco-martinicana enquanto Bolis é de origem chinesa.

 

 

Conceptualmente, a dupla queria colocar estas observações e ideias sobre a cultura actual e o ar do tempo “numa cápsula do tempo em forma de ovo”, com a ideia de que seria possível “enterrar o álbum algures”, diz Bolis, para as gerações futuras imaginarem como foram os anos 2020. O ovo simboliza visualmente uma “nova vida e um potencial promissor”.

 

PASSATEMPO

Participe para ganhar uma versão do novo álbum em vinil!

O passatempo termina a 24.05.2022 às 20:00.

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